Vivo mesmo a sul de Estocolmo, na Suécia. É uma capital movimentada, como qualquer outra na Europa, mas, se apanharmos o comboio suburbano para norte durante 10 minutos, passamos pelo lago Råstasjön, que foi onde tirei esta fotografia.
Mesmo nas cidades, as pessoas estão perto da vida selvagem; no entanto, por vezes, estão tão perto que lhe passam diretamente ao lado, sem sequer pensar nisso. Através da minha fotografia, quero mostrar que se encontram lugares assim à porta das nossas casas e que não é preciso viajar durante dias para entrar em contacto com a natureza.
Tirei esta fotografia com a minha Sony Alpha 9 II e com a lente FE 400mm f/2.8 G Master em pleno inverno. O local é ótimo durante toda a estação, uma vez que temos uma paisagem de neve plana, branca e cinzenta, que funciona bem com as cores da garça-real.
A primeira de algumas funções principais da minha Alpha 9 II que me ajudou a captar esta fotografia foi o rastreamento de focagem automática. O interessante desta imagem é que o céu escuro de aspeto dramático no topo é, na verdade, um conjunto de ramos desfocados de uma árvore debaixo da qual eu estava. Com o rastreamento de focagem automática da Alpha 9 II, sei que só preciso de seguir o pássaro a voar e, mesmo que apareça um ramo à frente, o pássaro continua focado. É este tipo de funcionalidade da câmara que faz com que o meu trabalho como fotógrafo seja uniforme, pois posso simplesmente apontar e fotografar, sabendo que a minha Sony Alpha faz o trabalho árduo de focar por mim.
A segunda funcionalidade essencial para conseguir esta fotografia foi o visor eletrónico sem blackout, que me ajudou a ver sempre onde estava o pássaro enquanto fotografava. Quando mantemos o botão do obturador premido e captamos fotografias em sequência até 20 fps, a Alpha 9 II não apresenta piscar nem congelamento; através do visor eletrónico, vemos sempre exatamente como a imagem será e isso é útil para fotografias como esta, em que seguimos algo enquanto fotografamos através de ramos de árvores.
Eu sabia que queria uma profundidade de campo muito reduzida que desfocaria o fundo para remover coisas de que não gostava da fotografia. Por isso, utilizei uma abertura de f/2.8 com a 400mm f/2.8. A profundidade de campo é de alguns centímetros, o que significa que a cabeça da garça e qualquer neve que tenha caído estão no mesmo plano focal. A neve fora do plano de focagem ficava desfocada e aumentava, ajudando, assim, a criar o efeito tempestuoso que podemos ver.
Adoro esta imagem, pois mostra às pessoas que nem sempre é preciso muito esforço para sair da agitação diária, ir para o exterior e ter algum tempo para relaxar na natureza. Viajar com a minha fiel Sony Alpha 9 II significa que posso continuar a mostrar as maravilhas da natureza das nossas cidades durante muitos anos.