Com o sol poente sobre o estado de Rakhine, em Myanmar, o fotógrafo profissional de viagens e paisagem İlhan Eroğlu apontou a sua lente para os templos antigos que preenchem o horizonte de Mrauk-U. Entre a neblina, utilizando a sua lente FE 70-200mm f/2.8 GM OSS numa Alpha 7R IV, captou dois jovens monges de vestes vermelhas sentados nos degraus de um templo. "Foi mágico," recorda, "como uma viagem no tempo. Valeu todos os esforços, riscos e stress da viagem."
Equilibrando risco e recompensa, algo tão importante na fotografia de viagem, İlhan percorreu a cidade com a ajuda de guias locais, atravessando rios sob o olhar das atentas patrulhas do exército. Outrora a mais poderosa cidade da região, Mrauk-U é hoje Património Mundial da UNESCO, mas quando İlhan a visitou no âmbito de uma viagem a Myanmar, estava fechada aos turistas. "Contactei algumas agências de viagens," explica, "e disseram-me que não seria seguro viajar devido aos confrontos armados entre o governo e o exército Arakan local."
Perseverante, falou com o proprietário de um hotel em Mrauk-U e arranjou transporte no "ferry mais velho e sujo que alguma vez encontrei! Os bancos estavam quase abaixo do nível da água e havia apenas outro estrangeiro a bordo, uma funcionária das Nações Unidas que ficou surpreendida por arriscarmos a viagem. Passámos lá três noites e era palpável a ansiedade das pessoas. Ouvíamos bombas e era proibido circular após o anoitecer. Sempre que passávamos pelos soldados cansados com as suas espingardas, sustínhamos a respiração."
Aproveitando ao máximo a oportunidade e determinado a criar as suas habituais imagens fantásticas de viagem, apesar de toda a tensão, "mesmo neste local remoto, conheci fotógrafos da região que me deram dicas sobre os locais onde queria fotografar," diz İlhan. "Em geral, prefiro encontrar o local pretendido pelo menos um dia antes de começar a fotografar e tenho de calcular o tempo necessário para chegar e me posicionar de forma a não perder a fotografia. A partir daí, trata-se de utilizar o equipamento certo, trabalhar muito na composição e esperar que o tempo ajude!"
Uma das imagens da viagem de İlhan que revela a sua técnica apurada de composição e cor.
"Vimos estes jovens monges a brincar nos muros de um enorme templo branco no Pagode de Hsinbyume," explica. "Foi tirada com a Alpha 7R III com uma FE 16-35mm f/2.8 GM, as vestes vermelhas dos monges e o templo totalmente branco criaram um grande contraste e esse é um elemento que costumo procurar na minha fotografia de viagem e de paisagem. Inspiro-me em vários pintores, que influenciam a forma como utilizo a luz e a sombra nas minhas fotografias."
Para captar toda a beleza dos locais por onde passa, İlhan confia nas funções principais das suas câmaras Sony Alpha. "Utilizei a Alpha 7R III e Alpha 7R IV neste projeto," explica, "e estes modelos são perfeitos para viagem. Além da alta resolução, os sensores têm uma incrível gama dinâmica, o que me permite obter todo o detalhe que pretendo nas áreas claras e escuras. Também proporcionam resultados de grande definição em ambientes pouco iluminados, como quando fotografo à noite ou em templos e florestas."
As características de manuseamento também contribuem para o seu sucesso e İlhan beneficiou da autonomia da bateria mais longa da Alpha 7R III e Alpha 7R IV, o que lhe permitiu fotografar sem recarregamentos durante dias a fio. "E a Alpha 7R IV em particular," acrescenta, "é tão bem concebida a nível de ergonomia que posso utilizá-la durante horas."
Além das suas estruturas Alpha, İlhan utiliza principalmente três lentes Sony G Master na sua fotografia de viagens, a FE 16-35mm f/2.8 GM, FE 24-70mm f/2.8 GM e a FE 70-200mm f/2.8 GM OSS. "Gosto de utilizar a FE 70-200mm por me permitir criar composições por camadas," explica, "para realçar a separação entre primeiro plano e plano de fundo. A FE 16-35mm é espetacular em espaços reduzidos, como interiores de templos, e a FE 24-70mm é uma lente incrivelmente versátil para cenários e retratos."
Com um desejo de viajar mais forte do que nunca e o equipamento de que precisa para produzir imagens artísticas criativas, İlhan quer continuar a contar histórias de viagens nos próximos meses e anos. Tem planeadas viagens ao Japão, Toscânia, Ilhas Faroé e Alasca. "Não sei dizer exatamente o que uma boa fotografia de viagem deve transmitir ao espectador", conclui, "mas tiro fotografias principalmente de locais que me inspiram e suscitam emoções fortes. Se pudesse dar um conselho ao fotógrafo que fui em jovem, seria este. Ir aos locais distantes com que sonhamos e fotografar o que nos fala ao coração".
"Vejo o mundo como uma tela gigante. Em cada país que visito, pinto as minhas imagens através da fotografia"