Chamo-me Florian Rouzic. Sou fotógrafo e criador de conteúdos, apaixonado por viagens e narrativas visuais. Adoro captar momentos que inspirem as pessoas a partir à descoberta, criando memórias que posso guardar comigo ao longo do tempo.
Este projeto surgiu de forma bastante natural durante uma viagem à Madeira. À medida que explorava a ilha, quis captar a atmosfera dos lugares que ia descobrindo a partir da minha própria perspetiva, recorrendo a imagens imersivas e cinematográficas. O meu objetivo não era simplesmente mostrar um destino, mas transmitir a sensação de estar lá.
Foi também durante esta viagem que escolhi trabalhar com a Sony Alpha 7C II. Precisava de uma estrutura de câmara que já tivesse funcionado bem em muitos locais diferentes, incluindo a Islândia, a Namíbia, a Madeira, o Japão e os Estados Unidos. O que mais me interessa quando viajo é a variedade de cenários e atmosferas que encontro. Na Islândia, as paisagens vulcânicas parecem intocadas e elementares. Na Namíbia, os desertos são imensos e vastos. Na Madeira, as montanhas e as florestas densas, como a do Fanal, criam uma atmosfera completamente diferente. Em Tóquio, no Japão, a energia é muito mais urbana, acelerada e rítmica.
Cada destino pede uma abordagem diferente. Tento não aplicar o mesmo estilo em todo o lado; em vez disso, deixo-me guiar pelo que o lugar tem para oferecer. Dependendo do local, posso sentir-me atraído por algo grandioso e espetacular, ou por algo mais simples e minimalista. Mas a intenção mantém-se sempre a mesma: captar essa sensação de descoberta.
Desempenho do equipamento: a Sony Alpha 7C II
A Sony Alpha 7C II rapidamente revelou todo o seu potencial no terreno. É leve, compacta e versátil, o que me permitiu utilizá-la numa grande variedade de situações sem ter de pensar demasiado no meu equipamento. Isso permitiu-me manter o foco na imagem.
Ajudou-me a trabalhar de forma mais fluida, mantendo sempre uma excelente qualidade de imagem, tanto em fotografia como em vídeo. No terreno, revelou-se muito fiável, mesmo em condições por vezes desafiantes, quer perante mudanças de luz, movimento ou ambientes mais imprevisíveis.
O que mais apreciei foi a sua capacidade de resposta e a precisão do autofocus, que me permitiram manter o foco no momento, em vez de na vertente técnica da captação. A sua resolução também me dá uma verdadeira liberdade na pós-produção, sobretudo para recortar ou aperfeiçoar uma composição, sem comprometer a qualidade de imagem.
Ao mesmo tempo, o seu formato compacto permite-me tê-la sempre à mão, o que muda verdadeiramente a forma como fotografo no dia a dia.
Execução técnica e cinematográfica
Na Madeira, trabalhei essencialmente com a FE 20-70mm f/4 G. Deu-me uma enorme flexibilidade, permitindo-me alternar facilmente entre planos amplos e composições mais detalhadas.
Atualmente, uso sobretudo a FE 24-70mm f/2.8 GM II, que me acompanha sempre, quer esteja em viagem ou a trabalhar num projeto. A distância focal de 24 mm permite-me captar toda a paisagem, mantendo a flexibilidade necessária para reagir rapidamente sempre que a cena muda.
A imagem emblemática deste projeto é uma longa exposição captada na Madeira, com um carro a atravessar a cena e a deixar um rasto vermelho pelo enquadramento. Para este tipo de imagem, o mais importante é permanecer no local e estar pronto para disparar no momento exato. É aí que a Alpha 7C II realmente me ajuda: permite-me viajar leve, mover-me rapidamente e não perder o momento.
Criatividade e orientação
Gostaria que, ao verem este projeto, as pessoas ficassem com uma sensação de viagem e descoberta. Não necessariamente com uma imagem específica na memória, mas com o desejo de fugir à rotina, explorar e olhar para o mundo de uma forma diferente.
Olhando para o futuro, vejo o ecossistema Alpha como algo que me permite trabalhar de forma ainda mais fluida, tanto em fotografia como em vídeo, sem interromper o meu fluxo de trabalho. A ideia é preservar essa liberdade durante a captação e conseguir adaptar-me rapidamente a cada situação.
Para os criadores que querem desenvolver o seu próprio estilo, penso que o mais importante é conhecer bem a estrutura da câmara e configurá-la com antecedência. Poder alternar entre fotografia e vídeo, mantendo as definições guardadas, poupa-me imenso tempo e evita que deixe escapar determinadas cenas.
Para além da técnica, diria sobretudo isto: não tentes forçar um estilo. O estilo desenvolve-se com o tempo, através da forma como observas, interpretas e contas a história daquilo que vês.