homem salta no ar com bola de futebol

Como fotografo | Captar as emoções em retrato

Maki Galimberti

Enquanto fotógrafos editoriais de retrato para revistas, temos de saber diversificar. Quero dizer que, na mesma revista, dentro do mesmo tema, são necessários diferentes tipos de retrato, por isso, temos de saber captá-los.

Imagens diferentes, finalidades diferentes

Quando fotografamos para uma capa, temos de conseguir um certo envolvimento do objeto com a pessoa que vê a imagem; por isso, o objeto tem de olhar diretamente para a câmara. É um tipo de retrato mais tradicional.

perfil de homem

© Maki Galimberti | Sony α7R III + FE 24-70mm f/2.8 GM | 1/30s @ f/4.5, ISO 100

Para o artigo no interior da revista, temos de fornecer quatro ou cinco imagens de retrato em diferentes situações. Para todos os casos, utilizo a Sony Alpha 7R III. Os 42,4 milhões de píxeis são toda a resolução de que preciso, no estúdio e no local. Resulta muito bem para variados tipos de fotografia. Gosto de combinar os estilos de retrato clássico e retrato de celebridades mais típico. Mas temos de captar o objeto para que a revista possa contar a sua história.

Por exemplo, as minhas fotografias do futebolista argentino Paulo Dybala, que tirei para a edição italiana da Vanity Fair. Na capa, temos a familiaridade de um retrato clássico e, no interior, a oportunidade de revelar mais personalidade e caráter, para contar uma história.

homem com bola de futebol sobre a cabeça

© Maki Galimberti | Sony α7R II + FE 24-70mm f/2.8 GM | 1/320s @ f/3.5, ISO 500

O local era excelente, o topo da fábrica da Fiat em Turim, a cidade da Juventus F.C., o clube de Dybala. Este local está associado à história, já que o dono da Fiat também é o proprietário do clube. Por isso, quisemos ter o Paulo Dybala a chutar uma bola neste telhado icónico, enquanto ao fundo, vemos as casas do bairro em que vivem muitos dos operários da fábrica. É uma imagem interessante que conta a história da cidade.

Trabalhar com o objeto

Fotografar o objeto para uma revista não é uma interação natural. O fotógrafo e o objeto têm de ser bons atores. É claro que tentamos agir naturalmente, mas quando o objeto está a ser dirigido e o fotógrafo tem uma visão, não há nada de natural numa sessão de retrato.

homem de idade de peito descoberto posa para a câmara

© Maki Galimberti | Sony α7R III + FE 85mm f/1.4 GM | 1/200s @ f/3.5, ISO 200

Utilizo várias funcionalidades da minha Sony Alpha 7R III que me ajudam a trabalhar com o objeto durante a sessão, mas talvez a mais importante seja o AF de olhos, pois ajuda-me a garantir que os olhos ficam sempre perfeitamente nítidos. Já não tenho de me preocupar com a focagem e isso permite-me concentrar-me na minha relação com o objeto.

senhora a andar de bicicleta

© Maki Galimberti | Sony α7R III + FE 200-600mm f/5.6-6.3 G OSS | 1/320s @ f/6.3, ISO 1250

Por vezes, o objeto quer uma imagem natural, mas isso pode ser aborrecido. Se sinto que a sessão vai nessa direção e que precisa de energia, posso gritar qualquer coisa para provocar uma reação, que pode ser um sorriso, curiosidade ou surpresa no rosto do objeto, para injetar energia e quebrar uma situação de monotonia.

senhora de vestido preto a correr pela areia

© Maki Galimberti | Sony α7R III + FE 200-600mm f/5.6-6.3 G OSS | 1/1000s @ f/6.3, ISO 400

Crie a diferença com as suas lentes

Embora a lente clássica para fotografar retratos seja a 85 mm, costumo utilizar a minha lente Sony FE 24-70 mm f/2.8 GM mais do que qualquer outra. Permite-me alterar rapidamente o enquadramento, o que é muito importante para mim, especialmente quando trabalho com objetos em movimento.

Apaixonei-me também por outra lente, a FE 200-600 mm f/5.6-6.3 G OSS. Com uma lente de 85 mm, temos de nos aproximar bastante do objeto, mas com distâncias focais maiores, podemos manter uma certa distância e criar imagens realmente diferentes.

homem no topo de duna de areia

© Maki Galimberti | Sony α7R III + FE 200-600mm f/5.6-6.3 G OSS | 1/1000s @ f/9.0, ISO 400

Por exemplo, fotografei a capa de uma revista com Roberto Saviano, um escritor famoso, autor de bestsellers sobre a Máfia e o negócio do crime em Itália. Fotografei-o à beira-mar, onde lhe pedi apenas para relaxar e caminhar pelas dunas. Funcionou muito bem pois permitiu que ele se libertasse, por não ter um fotógrafo imediatamente à frente. Ao recuar e utilizar uma lente mais profunda, pude fotografá-lo com um comportamento bem diferente do que seria possível a alguns metros de distância.

Aquilo que aprendi com os anos é que sim, a estética é muito importante, pois a minha função é criar imagens belas, mas a verdadeira beleza de uma pessoa está, acima de tudo, na sua personalidade. Quando fotografo, o meu principal objetivo é realçar a personalidade do objeto e graças às ferramentas que a minha Alpha 7R III me proporciona, posso realmente focar-me nesta relação com os meus objetos e criar as melhores imagens.

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Maki Galimberti

Maki Galimberti | Italy

"A fotografia é a melhor desculpa para conhecer pessoas"

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